sexta-feira, outubro 17, 2008

Fuerzabruta

Imperdível para quem está ou vai a São Paulo.



"Há muita inspiração no carnaval, em festa, no teatro primitivo", conta Diqui James, criador e diretor artístico da peça, explicando que ao usar a expressão "primitivo" refere-se à "emoção das pessoas".

"Para mim sempre foi muito importante fazer um espetáculo no qual qualquer um pudesse se emocionar", diz, relembrando o motivo pelo qual fundou o De La Guarda. "Éramos um grupo de garotos de Buenos Aires que queria fazer teatro, mas o teatro nos aborrecia, parecia chato".

Em "Fuerzabruta", o "aborrecimento" citado por James dá espaço a um espetáculo com muita ação. Garotas penduradas em cabos correm, aos gritos, perpendicularmente ao chão sobre uma cortina, performers quebram placas de isopor na cabeça uns dos outros e uma estrutura de plástico com água se movimenta em direção ao chão e ao espectador, com garotas nadando em seu interior.

O roteiro dessa seqüência é delineado, mas não há tema nem um texto a ser seguido e, de acordo com o performer Martin Buzzo, é possível "criar" durante cada apresentação. "A melhor coisa do 'Fuerzabruta' é que é um espetáculo vivo", acredita ele.

"[O show] é mais parecido com cinema do que com teatro, é muito rápido e a edição dele é muito importante", explica Diqui James.

"Fuerzabruta" atualmente envolve o trabalho de James, de Gaby Kerpel responsável pela trilha sonora da peça, que mescla música eletrônica e world music , de 12 performers e uma equipe de 50 pessoas para cuidar somente da estrutura do espetáculo, com duração de 70 minutos.

"Estreamos em Buenos Aires [em 2005] e até hoje o show mudou todo. Esse espetáculo que estamos apresentando no Brasil é o original", conta James, que mantém atualmente em Nova York um "Fuerzabruta" com estrutura menor. Além dos EUA, o espetáculo já foi apresentado na Inglaterra, no México, em Portugal, Colômbia, Escócia e Alemanha.








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A organização do espetáculo aconselha ao público não usar salto alto
e trajar roupas confortáveis, visto que a platéia participa da peça.

Até dia 09/11 no Parque Villa Lobos - SP