sexta-feira, abril 20, 2007

Arábia Gay

A revista norte-americana The Atlantic do mês de maio traz uma matéria intitulada "The Kingdom in the Closet" (O Reino no armário) em que descreve como a Arábia Saudita é uma espécie de paraíso gay do Oriente Médio apesar de, talvez, ser o país onde o islamismo é mais radical.

Um dos motivos é exatamente este. A lei do Estado é a sharia, a lei sagrada. A vertente predominante da religião é o wahabismo, nascida há dois séculos, de visão fundamentalista. E é dado que homem, sem parentesco de primeiro grau ou casamento, não pode andar acompanhado de mulher. A existência da "Policia de Vícios" reprime qualquer homem solteiro que esteja acompanhado de uma mulher, o fato é tão grave que resulta em prisão. Mas o contrário, homem com homem, ninguém estranha.

Existe uma extensa comunidade gay nos subterrâneos sauditas – e razoavelmente bem organizada. Existe uma certa permissividade. Homens paqueram outros abertamente – quão mais clara a pele, quão mais finos os traços, mais interessantes ficam.
Um dos motivos do movimento gay ser razoavelmente intenso é que, como o contato com homens é facilitado e com mulheres dificultado, homens jovens só têm acesso a sexo com outros homens.

Há também um quê de tradição. Homossexualismo não é visto, no Islã tradicional, como identidade. É um ato, no máximo uma fase, mas não algo com o qual você tenha que viver. Há poemas clássicos árabes de teólogos importantes elogiando a beleza de jovens adolescentes. Ainda hoje, na Arábia Saudita, não é raro um bando de marmanjos pararem o café porque um garotão bem apanhado de buço passou.
O Alcorão não cita qualquer pena para o ato homossexual, embora o adultério seja pecado grave. Oficialmente, na Arábia Saudita equivale-se o ato homossexual a adultério, para que possa ser punido. E é punido às vezes.

Um comentário:

Mariposo-L disse...

Opsssssssssss, vou pedir "autorização" para o Mariposo-R, e passar a ferias lá ....kkkk